O recém-empossado deputado federal por Goiás, o cantor gospel Samuel Santos, surpreendeu ao apresentar sua primeira proposta política logo após assumir o mandato. Conhecido em todo o país pela trajetória na música gospel ao lado do irmão Daniel, o parlamentar decidiu estrear sua atuação defendendo o fim dos debates eleitorais televisionados, medida que gerou discussões imediatas nas redes sociais e no meio político.
Segundo Samuel, o formato atual dos debates perdeu a essência de ser um espaço para apresentação de ideias e se transformou em um palco de confrontos pessoais e espetáculos de torcida organizada. Em suas palavras, em vez de servir como instrumento de esclarecimento, os programas acabam promovendo divisão entre eleitores, incentivando ataques, acusações infundadas e distorções. “O eleitor não é torcedor, é contribuinte. O que vemos são ataques pessoais, famílias divididas e amigos se afastando. Isso não ajuda ninguém a entender de verdade o que cada candidato pensa”, declarou.
O deputado defende que seja criado um novo modelo de exposição política, no qual cada candidato tenha espaço individual para apresentar suas propostas sem a pressão do embate direto. Para ele, esse formato seria mais produtivo, permitindo ao eleitor conhecer melhor as propostas e valores de cada postulante ao cargo. “Mais propostas, menos briga. Mais união, menos divisão. Chegou a hora de repensar esse modelo”, acrescentou, reforçando seu desejo de tornar o processo eleitoral menos hostil.
A ideia dividiu opiniões. Alguns internautas elogiaram a iniciativa, destacando que o país precisa de novos caminhos para pacificar a política e diminuir a polarização. Outros, porém, criticaram a proposta, afirmando que os debates são ferramentas essenciais para confrontar contradições, cobrar coerência dos candidatos e revelar posturas diante de situações de pressão.
Samuel Santos, que alcançou a política apoiado em uma base sólida no meio cristão, afirma que pretende seguir apresentando projetos voltados para a ética, a transparência e a pacificação do discurso público. Para ele, sua atuação no Congresso será pautada pela defesa de valores cristãos e pela tentativa de recuperar um ambiente de diálogo saudável, que, em sua avaliação, tem sido prejudicado pelo clima de confrontos constantes que marcam o cenário político brasileiro.